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💊 Erlotinibe 25mg - 100mg - 150mg

Antineoplásico — Inibidor de Tirosina Quinase EGFR (1ª geração)
PRINCÍPIO ATIVO
erlotinibe
⚡ Resumo rápido
✔ CPNPC com mutação EGFR✔ 1ª ou 2ª linha✔ Tomar em jejum✔ Evitar IBPs e cigarro
📝 Para que serve
O erlotinibe é um inibidor reversível do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR/HER1), utilizado no tratamento do carcinoma pulmonar não pequenas células (CPNPC) com mutação ativadora de EGFR e do câncer de pâncreas avançado. O EGFR é uma proteína transmembrana com atividade de tirosina quinase — mutações nos éxons 19 (deleção) e 21 (L858R) tornam-no hiperfuncional e dirigem a proliferação tumoral. Ao bloquear competitivamente o sítio de ligação do ATP no domínio quinase do EGFR mutado, o erlotinibe interrompe a sinalização oncogênica. Substrato de CYP3A4 e CYP1A2. Requer pH ácido para adequada dissolução e absorção — IBPs comprometem significativamente a biodisponibilidade.
🛑 Necessita receita?
🔴 Receita Obrigatória
Medicamento antineoplásico oral de uso exclusivo mediante prescrição médica oncológica especializada.
ℹ️ Receita Médica Comum com validade de 30 dias. Dispensação em farmácias de alto custo do SUS ou farmácias especializadas. Uso restrito a pacientes com mutação EGFR documentada por biópsia molecular.
⚠️ Efeitos colaterais
Erupção cutânea acneiforme (rash papulopustular — sinal de atividade biológica e resposta terapêutica), diarreia, fadiga, anorexia, náuseas, mucosite, conjuntivite seca, alopecia, elevação de transaminases. Complicações graves: pneumonite intersticial (rara, 1–3%, mas potencialmente fatal), perfuração gastrointestinal (muito rara), crise ocular aguda (em pacientes com uso de lentes de contato).
⚠️ Aviso importante: Pneumonite intersticial aguda é rara, mas pode ser fatal — suspender erlotinibe imediatamente se surgir dispneia inexplicada, tosse seca persistente ou febre. IBPs (omeprazol, esomeprazol, pantoprazol) reduzem a absorção do erlotinibe em mais de 70% — são praticamente contraindicados. Tabagismo ativo reduz os níveis plasmáticos em 50–60% por indução de CYP1A2 — a cessação tabágica é parte integrante do tratamento.
Tomar erlotinibe em jejum (pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após as refeições), com água, sempre no mesmo horário. Evitar completamente IBPs (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol) — se necessário protetor gástrico, usar bloqueador H2 (ranitidina, famotidina) administrado ao menos 10 horas antes ou 2 horas após o erlotinibe. Não fumar — o cigarro reduz a eficácia do medicamento pela metade. O rash cutâneo geralmente aparece nas primeiras 2 semanas e é um marcador de resposta: não abandone o tratamento por causa dele.
💡 Saiba mais
O rash cutâneo acneiforme que aparece no rosto e tronco durante o tratamento é, paradoxalmente, um bom sinal — estudos mostram que pacientes que desenvolvem rash têm melhor resposta e maior sobrevida. Ele ocorre porque o EGFR também está presente nos queratinócitos da pele. Cuidados dermatológicos específicos (hidratação, protetor solar, antibióticos tópicos) ajudam a controlar o desconforto sem precisar reduzir a dose. Informe seu dermatologista que você está em tratamento oncológico.
🔄 Princípio ativo (genérico)
O princípio ativo deste medicamento é erlotinibe. Medicamentos genéricos com o mesmo princípio ativo são bioequivalentes ao produto de referência e têm a mesma eficácia.
❓ Perguntas frequentes
❓ Por que não posso usar omeprazol com erlotinibe?
O erlotinibe precisa ser dissolvido em pH ácido para ser absorvido pelo intestino. Os inibidores de bomba de prótons (IBPs) como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol elevam o pH gástrico de forma sustentada, reduzindo a absorção do erlotinibe em mais de 70% — praticamente inviabilizando o tratamento. Se você precisar de proteção gástrica, o oncologista pode autorizar o uso de bloqueador H2 (ranitidina, famotidina), que tem duração de ação mais curta e pode ser espaçado temporalmente do erlotinibe.
❓ O rash (erupção cutânea) que apareceu no meu rosto é perigoso?
Não — e é até um bom sinal! O rash acneiforme (pústulas e pápulas vermelhas, principalmente no rosto, couro cabeludo e tronco) é um efeito adverso esperado do erlotinibe e de outros inibidores de EGFR. Estudos mostram que pacientes que desenvolvem rash moderado a intenso têm melhor resposta ao tratamento e maior sobrevida. Ele ocorre porque o EGFR também existe nas células da pele. O manejo inclui hidratação, protetor solar e antibióticos tópicos ou orais — converse com seu oncologista para orientação dermatológica.
❓ Posso continuar fumando durante o tratamento com erlotinibe?
Não. O tabaco induz enzimas hepáticas (CYP1A2) que metabolizam o erlotinibe, reduzindo seus níveis no sangue em 50–60% em fumantes ativos. Isso significa que um fumante que toma 150mg/dia de erlotinibe pode ter a exposição equivalente a apenas 60–75mg/dia — subterapêutico. A cessação tabágica não é apenas recomendada — é parte do tratamento. Ao parar de fumar, os níveis de erlotinibe aumentam, e o médico deve estar ciente para ajustar a dose se necessário e monitorar toxicidade.
❓ Como sei se o erlotinibe está funcionando?
A resposta é avaliada por tomografia de tórax (e outras imagens conforme necessário) geralmente após 6 a 12 semanas de tratamento. Uma resposta favorável é vista como redução ou estabilização do tumor. O desenvolvimento de rash cutâneo nas primeiras 2 semanas também é um marcador clínico de resposta. Se surgir progressão (tumor crescendo apesar do tratamento), o oncologista avaliará a necessidade de repetir biópsia molecular para detectar mutação de resistência (como T790M) e considerar tratamento com inibidor de 3ª geração como osimertinibe.
📋 Nota educacional: As informações desta página são de caráter educacional e foram revisadas por farmacêutica responsável. Não substituem consulta médica ou farmacêutica profissional. Em caso de dúvidas, procure um profissional de saúde. Emergências: ligue 192 (SAMU).
Revisado por Rita de Cássia Oliveira Soares da Silva — CRF-SP 33.109 · Farmacêutica responsável
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