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💊 Imatinibe 100mg - 400mg

Antineoplásico — Inibidor de Tirosina Quinase (BCR-ABL / c-KIT / PDGFR)
PRINCÍPIO ATIVO
imatinibe
⚡ Resumo rápido
✔ Oncológico (LMC e GIST)✔ Inibidor de tirosina quinase✔ Tomar com alimentos✔ Monitorar hemograma e fígado
📝 Para que serve
O imatinibe é o protótipo dos inibidores de tirosina quinase (ITKs), inaugurando a era da oncologia molecular alvo-dirigida. Desenvolvido para a leucemia mieloide crônica (LMC) com cromossomo Philadelphia (BCR-ABL), transformou o prognóstico da doença — antes fatal em anos, hoje controlável por décadas. Seu mecanismo consiste em bloquear seletivamente a proteína BCR-ABL (produto da translocação cromossômica t(9;22)), impedindo a proliferação das células leucêmicas. Também inibe c-KIT e PDGFR-alfa/beta, o que fundamenta seu uso nos tumores estromais gastrointestinais (GIST), onde mutações de c-KIT ou PDGFR são o evento driver. Metabolizado principalmente pela CYP3A4 e inibidor de CYP2C9.
🛑 Necessita receita?
🔴 Receita Obrigatória
Medicamento oncológico de uso exclusivo mediante prescrição médica especializada. Dispensado pelo SUS em Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) ou Unidades de Assistência de Alta Complexidade (UNACON).
ℹ️ Receita Médica Comum. Dispensação exclusiva em farmácias de alto custo do SUS ou farmácias especializadas credenciadas. Prescrição por oncologista ou hematologista.
⚠️ Efeitos colaterais
Náuseas e vômitos (comuns, especialmente no início), edema periférico e periorbital (característica marcante — cumulativo com o tempo), fadiga, cãibras musculares, diarreia, erupção cutânea, cefaleia. Laboratório: elevação de transaminases (hepatotoxicidade — monitorar), neutropenia e trombocitopenia (mielossupressão — monitorar hemograma). Dor óssea e muscular são frequentes, especialmente na fase inicial. Derrame pleural ou pericárdico em uso prolongado.
⚠️ Aviso importante: O imatinibe inibe a CYP2C9 e pode elevar significativamente o INR em usuários de varfarina — monitorar INR com frequência. Indutores potentes de CYP3A4 (rifampicina, carbamazepina, fenitoína) reduzem os níveis de imatinibe em até 70%, comprometendo gravemente o tratamento. Hepatotoxicidade pode ser grave e requer suspensão temporária ou definitiva — monitorar transaminases mensalmente nos primeiros meses.
Tomar imatinibe com alimentos e água abundante para minimizar náuseas — o alimento retarda a absorção mas reduz a irritação gástrica. Tomar sempre no mesmo horário. Não triturar nem mastigar os comprimidos. Em caso de dose esquecida no mesmo dia, tomar assim que lembrar; se já passou para o dia seguinte, pular e continuar normalmente — nunca dobrar a dose. Informe todos os médicos sobre o uso de imatinibe (especialmente se for prescrito anticoagulante ou antifúngico).
💡 Saiba mais
O imatinibe inaugurou uma nova era no tratamento do câncer: em vez de quimioterapia não seletiva, ataca especificamente a proteína que causa a leucemia. Para pacientes com LMC, isso significou uma revolução — muitos atingem remissão molecular profunda e vivem décadas com boa qualidade de vida. O tratamento é de longa duração (muitas vezes vitalício em LMC) — a adesão rigorosa é fundamental para não desenvolver resistência. Pequenas interrupções podem permitir o reaparecimento de células resistentes.
🔄 Princípio ativo (genérico)
O princípio ativo deste medicamento é imatinibe. Medicamentos genéricos com o mesmo princípio ativo são bioequivalentes ao produto de referência e têm a mesma eficácia.
❓ Perguntas frequentes
❓ Por que o imatinibe mudou o tratamento da leucemia mieloide crônica?
Antes do imatinibe, a LMC tinha uma sobrevida média de 3 a 5 anos — o tratamento era transplante de medula óssea, com alta mortalidade. O imatinibe inibe especificamente a proteína BCR-ABL que causa a proliferação das células leucêmicas no cromossomo Philadelphia. Com o imatinibe, mais de 80% dos pacientes com LMC em fase crônica atingem remissão molecular e vivem décadas com qualidade de vida. Foi o primeiro medicamento a demonstrar que o câncer pode ser tratado como doença crônica controlável.
❓ Posso tomar anti-inflamatório (ibuprofeno, diclofenaco) junto com imatinibe?
Com cautela. AINEs como ibuprofeno e diclofenaco já têm risco gastrointestinal e de sangramento por si só. O imatinibe aumenta o risco de sangramento ao elevar os níveis de varfarina (se em uso) e pode causar trombocitopenia. Se precisar de analgésico, prefira paracetamol — mas limitado a 2g/dia, pois o imatinibe também interfere no metabolismo do paracetamol, aumentando o risco de hepatotoxicidade. Converse sempre com seu oncologista antes de usar qualquer medicamento.
❓ Com que frequência preciso fazer exames de sangue durante o tratamento?
Nos primeiros 3 meses, o hemograma completo e a função hepática (transaminases) devem ser monitorados a cada 2 semanas — é quando o risco de citopenias e hepatotoxicidade é maior. Após estabilização, a frequência passa para mensal por 3 a 6 meses e, depois, a cada 2 a 3 meses. Além disso, exames moleculares (PCR para BCR-ABL) são feitos periodicamente para avaliar a resposta ao tratamento e detectar resistência precocemente.
❓ O edema ao redor dos olhos é preocupante?
O edema periorbital (ao redor dos olhos) é um efeito adverso característico e muito comum do imatinibe, causado pela retenção de fluidos mediada por inibição de PDGFR. Na maioria dos casos é cosmético e não representa perigo — o médico pode recomendar diurético se for incômodo ou significativo. Porém, edema muito intenso, generalizado ou acompanhado de ganho de peso rápido, dispneia ou edema de membros inferiores importantes requer avaliação médica para descartar derrame pericárdico ou pleural.
📋 Nota educacional: As informações desta página são de caráter educacional e foram revisadas por farmacêutica responsável. Não substituem consulta médica ou farmacêutica profissional. Em caso de dúvidas, procure um profissional de saúde. Emergências: ligue 192 (SAMU).
Revisado por Rita de Cássia Oliveira Soares da Silva — CRF-SP 33.109 · Farmacêutica responsável
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