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💊 Itraconazol 100mg

Antifúngico Azólico
PRINCÍPIO ATIVO
Itraconazol
⚡ Resumo rápido
✔ Antifúngico para micose de unhas e pele✔ Tomar com refeição gordurosa✔ IBPs (omeprazol) reduzem a absorção✔ Contraindicado em insuficiência cardíaca
📝 Para que serve
Antifúngico oral de amplo espectro, ativo contra dermatófitos, Candida e fungos dimórficos (Histoplasma, Blastomyces, Sporothrix). Muito usado para onicomicose (micose de unhas), tinha corporis, piedra negra e esporotricose.
🛑 Necessita receita?
🔴 Receita Simples
Exige prescrição médica. A receita não é retida na farmácia na maioria dos casos, conforme legislação vigente.
ℹ️ Prescrição médica obrigatória.
⚠️ Efeitos colaterais
Náusea, diarreia, cefaleia, hipocalemia, edema, elevação de enzimas hepáticas. Efeito inotrópico negativo (reduz força de contração cardíaca).
⚠️ Aviso importante: Contraindicado em insuficiência cardíaca. Múltiplas interações medicamentosas (inibidor potente de CYP3A4). Absorção muito dependente de acidez gástrica — IBPs reduzem drasticamente a eficácia.
🔴 Informar se usa remédios para o coração, colesterol ou anticoagulantes. Não usar em insuficiência cardíaca.
💡 Saiba mais
Tomar com refeição gordurosa e líquido ácido (suco de laranja, cola) para maximizar a absorção. Omeprazol e pantoprazol reduzem muito a eficácia — discutir com médico.
⚡ Interações medicamentosas
Informe sempre seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.
🔴 Grave Warfarina + Antifúngico / Antibiótico
Interage com: warfarina, varfarina
Potencializam muito o efeito anticoagulante — risco de sangramento grave.
💡 ❌ Monitorar INR com muita frequência. Ajustar dose com médico.
🔴 Grave Carbamazepina + Macrolídeo / Antifúngico
Interage com: carbamazepina
Antibióticos/antifúngicos inibem metabolismo da carbamazepina — risco de toxicidade (diplopia, ataxia, confusão).
💡 ❌ Evitar ou monitorar nível sérico de carbamazepina rigorosamente.
🔴 Grave Tacrolimo + Macrolídeo / Antifúngico
Interage com: tacrolimo
Inibem metabolismo do tacrolimo — concentrações tóxicas podem causar insuficiência renal aguda e neurotoxicidade.
💡 ❌ Monitorar nível sérico de tacrolimo e função renal rigorosamente.
🔴 Grave Fenitoína + Inibidores de CYP
Interage com: fenitoína
Elevam os níveis de fenitoína — risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão mental).
💡 ❌ Monitorar nível sérico de fenitoína. Ajustar dose com médico.
🟡 Moderada Estatina + Macrolídeo / Antifúngico
Interage com: atorvastatina, sinvastatina, rosuvastatina
Elevam concentração da estatina — risco de miopatia e rabdomiólise.
💡 ⚠️ Suspender estatina temporariamente ou reduzir dose. Orientação médica.
🟡 Moderada Colchicina + Macrolídeo / Antifúngico
Interage com: colchicina
Inibem metabolismo da colchicina — risco de toxicidade grave (miopatia, mielossupressão, insuficiência de múltiplos órgãos).
💡 ⚠️ Reduzir dose de colchicina ou evitar a combinação. Risco elevado.
🟡 Moderada Rifampicina + Antifúngico Azólico
Interage com: rifampicina
Rifampicina induz metabolismo dos azólicos — redução drástica da eficácia antifúngica.
💡 ⚠️ Evitar combinação ou aumentar dose do antifúngico com monitoramento.
🟡 Moderada Antifúngico Azólico + Escitalopram / Citalopram
Interage com: escitalopram, citalopram
Fluconazol inibe CYP2C19 — eleva nível de escitalopram/citalopram e pode prolongar o intervalo QT, com risco de arritmia ventricular grave.
💡 ⚠️ Monitorar ECG. Considerar reduzir dose de escitalopram durante o tratamento antifúngico.
🟡 Moderada IBP + Itraconazol / Cetoconazol
Interage com: omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, esomeprazol, rabeprazol
IBPs elevam o pH gástrico e reduzem significativamente a absorção de itraconazol e cetoconazol — comprometem a eficácia do tratamento antifúngico.
💡 ⚠️ Suspender IBP durante o tratamento antifúngico. Cápsulas de itraconazol podem ser tomadas com bebida ácida. Considerar fluconazol como alternativa (absorção não depende de ácido).
🟡 Moderada Benzodiazepínico + Antifúngico Azólico (CYP3A4)
Interage com: alprazolam, diazepam, clonazepam
Fluconazol e itraconazol inibem o CYP3A4 — elevam os níveis de alprazolam, diazepam e clonazepam em 50–100%, intensificando sedação, ataxia e risco de quedas. Lorazepam não é afetado por essa via.
💡 ⚠️ Evitar fluconazol e itraconazol com alprazolam ou diazepam. Se antifúngico for necessário, preferir lorazepam. Reduzir dose do benzodiazepínico e monitorar sedação.
🟡 Moderada Corticoide + Antifúngico Azólico
Interage com: prednisona, prednisolona, dexametasona, betametasona, hidrocortisona
Cetoconazol, fluconazol e itraconazol inibem o CYP3A4 — o corticoide é metabolizado mais devagar e acumula no sangue. Isso intensifica os efeitos colaterais: glicemia alta, pressão alta, ganho de peso e risco de Síndrome de Cushing iatrogênica.
💡 ⚠️ Reduzir dose do corticoide e monitorar sinais de excesso (inchaço, glicemia alta, pressão elevada). Considerar antifúngico alternativo com menor interação quando possível.
🔴 Grave NOAC + Antifúngico Azólico
Interage com: rivaroxabana, apixabana, dabigatrana
Fluconazol, cetoconazol e itraconazol inibem CYP3A4 e P-glicoproteína — os anticoagulantes rivaroxabana, apixabana e dabigatrana acumulam no sangue e o risco de sangramento grave sobe muito.
💡 ❌ Evitar combinação. Se antifúngico for imprescindível, considerar anfotericina B ou anidulafungina (menor interação). Monitorar sinais de sangramento (urina vermelha, fezes escuras, hematomas grandes) rigorosamente.
🟡 Moderada Antifúngico Azólico + Antipsicótico (CYP3A4)
Interage com: quetiapina, haloperidol, risperidona, clozapina
Fluconazol, itraconazol e cetoconazol inibem CYP3A4 — elevam os níveis de quetiapina, haloperidol e risperidona no sangue. O resultado é sedação mais intensa, queda de pressão ao levantar e risco de prolongamento do intervalo QT (arritmia grave).
💡 ⚠️ Reduzir dose do antipsicótico ao iniciar antifúngico. Monitorar sonolência excessiva e pressão arterial. Evitar outros medicamentos que prolongam o QT durante a combinação.
🟡 Moderada Antifúngico Azólico + Sildenafila / Tadalafila
Interage com: sildenafila, tadalafila, vardenafila
Azólicos inibem CYP3A4 — o metabolismo da sildenafila e da tadalafila fica mais lento e os níveis no sangue sobem muito. O resultado é queda intensa da pressão arterial, rubor, visão alterada e, em casos raros, priapismo.
💡 ⚠️ Reduzir dose de sildenafila para 25mg e evitar doses repetidas. Com tadalafila, usar 5mg e não repetir em 72h. Monitorar tontura e pressão arterial. Evitar nitratos junto.
🔴 Grave Antifúngico Azólico + Ciclosporina
Interage com: ciclosporina
Todos os azólicos inibem fortemente CYP3A4 — os níveis de ciclosporina podem dobrar ou triplicar. A ciclosporina em excesso causa insuficiência renal aguda, hipertensão grave e neurotoxicidade (tremores, convulsões). O efeito começa em 1-3 dias.
💡 ❌ Reduzir dose de ciclosporina em 50% ao iniciar azólico e monitorar nível sérico 2-3 vezes por semana. Ajustar com especialista em transplante. Monitorar função renal e pressão arterial diariamente.
🟡 Moderada Itraconazol / Cetoconazol + Digoxina
Interage com: digoxina
Itraconazol e cetoconazol inibem P-glicoproteína — reduzem a eliminação da digoxina, elevando seus níveis séricos em 50–70%. Com potássio normal, já pode aparecer bradicardia e arritmia; com hipocalemia, o risco é ainda maior.
💡 ⚠️ Reduzir dose de digoxina ao iniciar itraconazol. Monitorar nível sérico de digoxina e ECG durante o tratamento antifúngico. Manter potássio em faixa normal.
🔴 Grave Fentanila + Inibidor de CYP3A4 (Azólico / Macrolídeo)
Interage com: fentanila
Fentanila é quase completamente metabolizada pelo CYP3A4 — azólicos e macrolídeos inibem essa enzima e podem elevar os níveis de fentanila em até 10 vezes. O resultado é sedação profunda e depressão respiratória grave, que pode aparecer horas após a combinação.
💡 ❌ Evitar azólicos e macrolídeos em pacientes com fentanila. Se antifúngico for necessário, preferir anfotericina B ou anidulafungina. Se antibiótico for necessário, preferir azitromicina ou amoxicilina. Monitorar respiração e nível de consciência.
🔴 Grave Oxicodona + Inibidor de CYP3A4
Interage com: oxicodona
Oxicodona é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 — fluconazol, itraconazol, claritromicina e ritonavir bloqueiam essa enzima, fazendo o nível de oxicodona subir de forma significativa (em média 50 a 150%). O resultado é sedação intensa e desproporcional à dose, com risco real de depressão respiratória grave e overdose mesmo em quem usa oxicodona regularmente.
💡 ❌ Evitar a combinação sempre que possível. Se antifúngico for necessário, preferir fluconazol em dose única (menor impacto) ou anfotericina B. Se antibiótico for necessário, preferir azitromicina. Caso a combinação seja inevitável, reduzir a dose de oxicodona em 30 a 50% e monitorar nível de consciência e frequência respiratória com atenção.
🔄 Princípio ativo (genérico)
O princípio ativo deste medicamento é Itraconazol. Medicamentos genéricos com o mesmo princípio ativo são bioequivalentes ao produto de referência e têm a mesma eficácia.
❓ Perguntas frequentes
❓ Itraconazol serve para micose de unha?
Sim, é um dos antifúngicos mais usados para onicomicose (micose de unhas). O tratamento é longo — semanas a meses — pois a unha cresce lentamente. Pode ser tomado em pulsos mensais.
❓ Itraconazol precisa tomar com comida?
Sim, a absorção melhora muito com alimentos — preferencialmente refeição ácida ou bebida ácida (suco de laranja). Em jejum, a absorção é muito reduzida e o medicamento perde eficácia.
❓ Itraconazol tem muitas interações?
Sim, é inibidor potente da enzima CYP3A4 — interage com dezenas de medicamentos, incluindo anticoagulantes, estatinas, ansiolíticos e antiarrítmicos. Sempre informar ao médico todos os medicamentos em uso.
❓ Itraconazol faz mal ao coração?
Pode reduzir a força de contração cardíaca. É contraindicado em insuficiência cardíaca. Pacientes com problemas cardíacos devem informar ao médico antes de usar.
❓ Itraconazol pode tomar na gravidez?
Não. É contraindicado na gravidez — pode causar malformações fetais. Usar método contraceptivo eficaz durante o tratamento.
❓ Posso beber álcool tomando Itraconazol?
Evite ou consuma com muita moderação. O álcool pode reduzir a eficácia do tratamento e aumentar o risco de efeitos adversos como tontura e náusea.
❓ Posso parar de tomar Itraconazol antes de terminar?
Não. Sempre complete o curso completo prescrito, mesmo sentindo melhora. Interromper cedo favorece resistência e recaída da infecção.
❓ Itraconazol pode causar diarreia?
Sim, diarreia está entre os efeitos relatados. Se for intensa, persistente ou com sangue, informe seu médico e mantenha boa hidratação.
❓ Posso parar Itraconazol antes de completar o tratamento?
Não. Complete sempre o curso completo prescrito, mesmo sentindo melhora antes do prazo. Interromper cedo favorece resistência e risco de recaída da infecção.
❓ Quanto tempo leva para Itraconazol fazer efeito na micose?
O Itraconazol começa a agir em dias, mas os sintomas melhoram gradualmente ao longo de semanas. Para onicomicose (micose de unhas), pode levar 2-3 meses para ver a unha saudável crescer completamente.
❓ Itraconazol afeta o resultado de testes de laboratório?
Sim, o Itraconazol pode aumentar as enzimas do fígado (ALT e AST) durante o tratamento. Por isso, seu médico pode solicitar exames de função hepática antes e durante o uso, especialmente em tratamentos prolongados.
❓ Qual é a diferença entre Itraconazol cápsula e solução oral?
A cápsula precisa ser tomada com alimento para melhor absorção, enquanto a solução oral é absorvida melhor em estômago vazio. A solução também tem melhor eficácia para infecções bucais por Candida.
❓ Itraconazol pode ser usado para prevenir infecções fúngicas?
Sim, em pacientes com sistema imunológico muito comprometido (como HIV com CD4 baixo), o Itraconazol pode ser usado como profilaxia para histoplasmose e outras infecções fúngicas graves.
❓ O que fazer se esquecer de tomar uma dose de Itraconazol?
Se lembrar no mesmo dia, tome a dose esquecida. Se já for hora da próxima dose, pule a dose perdida e continue o esquema normal. Nunca duplique a dose para compensar.
📋 Nota educacional: As informações desta página são de caráter educacional e foram revisadas por farmacêutica responsável. Não substituem consulta médica ou farmacêutica profissional. Em caso de dúvidas, procure um profissional de saúde. Emergências: ligue 192 (SAMU).
Revisado por Rita de Cássia Oliveira Soares da Silva — CRF-SP 33.109 · Farmacêutica responsável
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