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💊 Tacrolimo 0,03% - 0,1% Pomada

Imunossupressor Tópico / Inibidor de Calcineurina
PRINCÍPIO ATIVO
Tacrolimo
⚡ Resumo rápido
✔ Para dermatite atópica em áreas sensíveis✔ Queimação inicial é normal — passa em dias✔ Não causa atrofia como os corticoides✔ Evitar sol excessivo durante uso
📝 Para que serve
Imunossupressor tópico não corticoide indicado para dermatite atópica moderada a grave em áreas sensíveis (face, pescoço, dobras) onde corticoides são problemáticos. Não causa atrofia cutânea como os corticoides.
🛑 Necessita receita?
🔴 Receita Simples
Exige prescrição médica. A receita não é retida na farmácia na maioria dos casos, conforme legislação vigente.
ℹ️ Prescrição médica obrigatória.
⚠️ Efeitos colaterais
Sensação de queimação e prurido no início do uso (diminui com o tempo), eritema local, sensação de calor.
⚠️ Aviso importante: FDA emitiu alerta sobre possível risco (teórico) de linfoma e câncer de pele com uso prolongado — embora estudos de longo prazo não confirmem causalidade. Evitar exposição solar intensa durante o uso.
🟡 Usar pelo menor tempo necessário. Avisar médico se: infecções de pele frequentes, feridas que não cicatrizam ou nódulos na pele.
💡 Saiba mais
A queimação inicial é esperada e diminui em dias. Não usar em pele infectada. Excelente para áreas onde corticoides causariam atrofia (pálpebras, virilha).
⚡ Interações medicamentosas
Informe sempre seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos que você usa.
🔴 Grave Tacrolimo + Macrolídeo / Antifúngico
Interage com: claritromicina, eritromicina, fluconazol, itraconazol, cetoconazol
Inibem metabolismo do tacrolimo — concentrações tóxicas podem causar insuficiência renal aguda e neurotoxicidade.
💡 ❌ Monitorar nível sérico de tacrolimo e função renal rigorosamente.
🔴 Grave Imunossupressor + AINE
Interage com: ibuprofeno, diclofenaco, aine, nimesulida
AINEs potencializam nefrotoxicidade do tacrolimo — risco de insuficiência renal aguda.
💡 ❌ Evitar AINEs. Usar paracetamol. Monitorar função renal.
🟡 Moderada IECA / BRA + Tacrolimo
Interage com: captopril, enalapril, lisinopril, losartana, valsartana
Tacrolimo causa hipercalemia e nefrotoxicidade — combinação com IECA ou BRA potencializa esses efeitos com risco de insuficiência renal e arritmias.
💡 ⚠️ Monitorar função renal e potássio rigorosamente. Ajuste de doses sob supervisão de especialista.
🔴 Grave Anfotericina B + Imunossupressor (Ciclosporina / Tacrolimo)
Interage com: anfotericina b, anfotericina
Anfotericina B e ciclosporina/tacrolimo causam nefrotoxicidade por mecanismos diferentes — juntos, o risco de insuficiência renal aguda é muito alto, especialmente nos primeiros dias de uso. Em pacientes transplantados, o rim já está sob estresse.
💡 ❌ Monitorar creatinina, ureia e débito urinário diariamente. Preferir anfotericina lipossomal (AmBisome), que é menos nefrotóxica. Ajustar dose de imunossupressor com especialista. Hidratação venosa adequada é essencial.
🔴 Grave Rifampicina + Tacrolimo
Interage com: rifampicina
Rifampicina é um dos mais potentes indutores do CYP3A4 e da P-glicoproteína — enzimas responsáveis pela metabolização e eliminação do tacrolimo. Em poucos dias, os níveis de tacrolimo podem cair 70 a 90%, levando à perda do efeito imunossupressor e à rejeição aguda do órgão transplantado, muitas vezes sem sintomas iniciais perceptíveis.
💡 ❌ Combinação praticamente contraindicada em transplantados. Se o tratamento da tuberculose for imprescindível, discutir com a equipe de transplante a substituição da rifampicina por rifabutina (indutor muito mais fraco), com monitoramento diário dos níveis séricos de tacrolimo. Nunca suspender a rifampicina abruptamente — os níveis de tacrolimo sobem rapidamente e podem causar toxicidade grave.
🔴 Grave Anticonvulsivante Indutor Enzimático + Tacrolimo
Interage com: carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, oxcarbazepina
Carbamazepina, fenitoína e fenobarbital induzem fortemente o CYP3A4, a principal enzima que metaboliza o tacrolimo — os níveis sanguíneos de tacrolimo caem em 50 a 90% após o início desses anticonvulsivantes. Em transplantados, isso pode resultar em rejeição do órgão silenciosa, sem febre ou sintomas claros, descoberta só em biopsia.
💡 ❌ Evitar sempre que possível em pacientes transplantados. Se anticonvulsivante for indispensável, preferir levetiracetam, lamotrigina ou valproato — que não induzem CYP3A4 — com avaliação neurológica. Caso o indutor seja mantido, monitorar nível sérico de tacrolimo (trough) em 48–72h e a cada ajuste de dose, podendo ser necessário multiplicar a dose habitual por 3 a 5 vezes.
🔴 Grave Voriconazol + Tacrolimo
Interage com: voriconazol
Voriconazol é o inibidor mais potente do CYP3A4 entre os antifúngicos — eleva os níveis de tacrolimo em média 3 vezes, podendo chegar a 5 vezes em alguns pacientes. Com tacrolimo acumulado, o risco de toxicidade renal grave, tremores, confusão mental e hipertensão é muito alto. A janela terapêutica do tacrolimo é muito estreita: pequenas variações causam rejeição ou toxicidade.
💡 ❌ Se o voriconazol for indispensável (aspergilose invasiva, por exemplo), reduzir a dose de tacrolimo em 2/3 logo ao iniciar o antifúngico e monitorar o nível sérico de tacrolimo em 48–72h. Ao suspender o voriconazol, voltar à dose original gradualmente com monitoramento contínuo. Nunca iniciar ou suspender voriconazol sem ajuste imediato da dose de tacrolimo.
🔴 Grave Aminoglicosídeo + Tacrolimo
Interage com: gentamicina, amicacina, tobramicina
Aminoglicosídeos como gentamicina e amicacina causam dano direto às células dos túbulos renais — o mesmo local onde o tacrolimo exerce sua nefrotoxicidade. A combinação potencializa o dano renal de forma aditiva, podendo causar insuficiência renal aguda rapidamente, especialmente em pacientes já com filtrado glomerular reduzido após o transplante.
💡 ❌ Evitar aminoglicosídeos em transplantados em uso de tacrolimo. Se forem indispensáveis (infecção grave por gram-negativos), usar dose única diária (dosagem estendida) em vez de múltiplas doses, manter hidratação venosa intensa e monitorar creatinina, ureia e débito urinário a cada 12–24h. Preferir alternativas como ceftriaxona, piperacilina-tazobactam ou meropenem quando disponíveis.
🔴 Grave Hipericão (Erva-de-São-João) + Tacrolimo
Interage com: hipericão, erva-de-são-joão
O hipericão — usado como antidepressivo natural — é um indutor potente do CYP3A4 e da P-glicoproteína, as principais vias de eliminação do tacrolimo. O uso regular do hipericão pode reduzir os níveis de tacrolimo em 50 a 80%, levando à perda do efeito imunossupressor e à rejeição aguda, mesmo meses após o transplante. Muitos pacientes não informam o uso de fitoterápicos ao médico por não considerarem medicamento.
💡 ❌ Hipericão é contraindicado em qualquer paciente transplantado em uso de tacrolimo ou ciclosporina. Orientar ativamente o paciente — e seus familiares — sobre esse risco. Perguntar sobre uso de fitoterápicos, chás e suplementos em todas as consultas. Se houver suspeita de uso recente, monitorar nível sérico de tacrolimo imediatamente.
🔴 Grave Colchicina + Tacrolimo
Interage com: colchicina
Tacrolimo inibe a P-glicoproteína, que é a principal bomba de eliminação da colchicina pelo intestino e pelos rins. Com essa via bloqueada, os níveis de colchicina sobem muito — podendo triplicar ou quadruplicar — com risco grave de toxicidade: fraqueza muscular intensa (miopatia), formigamento nos pés e mãos (neuropatia), queda de glóbulos brancos (neutropenia) e, em casos extremos, falência de múltiplos órgãos.
💡 ❌ Combinação de alto risco. Se o tratamento da gota for necessário em paciente transplantado, usar colchicina na menor dose possível (0,5 mg em dose única para crise aguda) e monitorar creatinina quinase, hemograma e função renal. Corticosteroide em dose baixa ou anakinra são alternativas mais seguras para crises de gota nesses pacientes. Orientar a relatar imediatamente fraqueza muscular ou formigamento.
🟡 Moderada Diltiazem / Verapamil + Tacrolimo
Interage com: diltiazem, verapamil
Diltiazem e verapamil inibem o CYP3A4, reduzindo a metabolização do tacrolimo e elevando seus níveis sanguíneos em 30 a 50%. Em alguns centros de transplante esse efeito é usado intencionalmente para permitir doses menores de tacrolimo. No entanto, sem ajuste adequado, o risco de toxicidade renal e neurológica aumenta.
💡 ⚠️ Monitorar nível sérico de tacrolimo ao iniciar, ajustar ou suspender diltiazem ou verapamil. Reduzir a dose de tacrolimo em 25–40% ao adicionar esses bloqueadores de canal de cálcio. Se anti-hipertensivo for necessário sem interação, preferir anlodipino — que não interfere no CYP3A4.
🟡 Moderada Metoclopramida + Tacrolimo
Interage com: metoclopramida
Metoclopramida acelera o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, fazendo com que o tacrolimo chegue mais rápido ao intestino delgado e seja absorvido de forma mais concentrada — o pico de concentração sanguínea sobe, aumentando o risco de toxicidade (dano renal, tremores, hipertensão). O efeito é mais pronunciado nas primeiras horas após a dose de tacrolimo.
💡 ⚠️ Monitorar nível sérico de tacrolimo ao iniciar metoclopramida. Pode ser necessário reduzir ligeiramente a dose de tacrolimo. Para náuseas e gastroparesia em transplantados, avaliar ondansetrona como alternativa (sem interação farmacocinética com tacrolimo).
🟡 Moderada Ciclosporina / Tacrolimo + Leucogen (Timomodulina)
Interage com: leucogen, timomodulina
Leucogen (timomodulina) é um imunomodulador que estimula a resposta imunológica — especialmente a atividade de linfócitos T e células de defesa. Ciclosporina e tacrolimo, por sua vez, suprimem exatamente esse sistema imunológico para evitar a rejeição de órgãos transplantados. A combinação cria um conflito farmacológico: o Leucogen pode reativar defesas imunológicas que o imunossupressor está tentando bloquear, aumentando o risco de rejeição mesmo sem sintomas claros.
💡 ⚠️ Leucogen não deve ser usado em pacientes transplantados em uso de ciclosporina ou tacrolimo sem avaliação da equipe de transplante. Informar sempre o médico especialista sobre qualquer suplemento imunomodulador antes de iniciar. O benefício do Leucogen na redução de infecções nesses pacientes não foi estudado de forma adequada e o risco de rejeição é real.
🔄 Princípio ativo (genérico)
O princípio ativo deste medicamento é Tacrolimo. Medicamentos genéricos com o mesmo princípio ativo são bioequivalentes ao produto de referência e têm a mesma eficácia.
❓ Perguntas frequentes
❓ Tacrolimo pomada serve para dermatite atópica?
Sim, é imunossupressor tópico de segunda linha para dermatite atópica moderada a grave. Não causa atrofia da pele — vantagem importante sobre corticoides em áreas sensíveis como rosto e dobras.
❓ Tacrolimo pode usar no rosto?
Sim, é especialmente indicado para áreas sensíveis como rosto, pálpebras, pescoço e dobras — onde corticoides têm maior risco de atrofia com uso prolongado.
❓ Tacrolimo 0,03% e 0,1% têm diferença?
Sim. O 0,03% é para crianças (2-15 anos) e formas mais leves em adultos. O 0,1% é mais potente, indicado para adultos com dermatite moderada a grave.
❓ Tacrolimo causa ardência?
Sim, sensação de queimação, prurido e calor no início do uso são comuns e transitórios — diminuem com a continuidade do tratamento e a melhora da pele.
❓ Tacrolimo pode usar em criança?
A concentração 0,03% é aprovada para crianças a partir de 2 anos. Não usar em crianças menores de 2 anos. Seguir rigorosamente a orientação do dermatologista pediátrico.
❓ Posso beber álcool tomando Tacrolimo?
Evite ou consuma com muita moderação. O álcool pode reduzir a eficácia do tratamento e aumentar o risco de efeitos adversos como tontura e náusea.
❓ Posso parar o tratamento com Tacrolimo antes do prazo?
Siga exatamente o prazo prescrito pelo seu médico. Interromper antes pode comprometer a eficácia e aumentar o risco de recaída.
❓ Tacrolimo pode causar diarreia?
Pode ocorrer em algumas pessoas, mas não é o efeito mais comum. Mantenha hidratação adequada. Se persistir ou for intensa, informe seu médico.
❓ Posso tomar Tacrolimo com o estômago vazio?
Prefira tomar com alimentos para reduzir o risco de irritação gástrica, salvo orientação específica do médico ou bula.
❓ Quanto tempo leva para o Tacrolimo fazer efeito na dermatite atópica?
O Tacrolimo começa a agir entre 3 a 7 dias de uso contínuo, mas a melhora mais significativa ocorre entre 2 a 4 semanas de tratamento regular. A resposta varia conforme a gravidade da inflamação.
❓ Posso usar Tacrolimo junto com hidratantes ou outros cremes?
Sim, você pode usar hidratantes após o Tacrolimo secar completamente na pele (geralmente após 15-20 minutos). Evite aplicar outros medicamentos tópicos no mesmo local sem orientação do médico.
❓ Tacrolimo deixa marca ou mancha na pele com uso prolongado?
Não. O Tacrolimo não causa atrofia cutânea nem manchas permanentes, diferente dos corticoides. A pele volta ao seu tom natural quando a inflamação melhora.
❓ Qual é a duração máxima recomendada para usar Tacrolimo continuamente?
O médico pode prescrever Tacrolimo por semanas a meses conforme necessário, mas é comum fazer pausas entre os períodos de exacerbação. O acompanhamento dermatológico regular é importante para definir a melhor estratégia.
❓ Tacrolimo funciona melhor em inflamações agudas ou crônicas da dermatite?
O Tacrolimo é eficaz em ambas, mas é particularmente útil nas exacerbações agudas e na manutenção de áreas cronicamente inflamadas. Muitos dermatologistas o usam como terapia de manutenção para evitar recaídas.
📋 Nota educacional: As informações desta página são de caráter educacional e foram revisadas por farmacêutica responsável. Não substituem consulta médica ou farmacêutica profissional. Em caso de dúvidas, procure um profissional de saúde. Emergências: ligue 192 (SAMU).
Revisado por Rita de Cássia Oliveira Soares da Silva — CRF-SP 33.109 · Farmacêutica responsável
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